A história dos primeiros motores a jato


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Embora o engenheiro e piloto britânico Frank Whittle tenha sido o primeiro a registar uma patente e a testar com sucesso um turborreactor, o fisico alemão Hans Von Ohain é considerado o designer do primeiro turbojato operacionalmente viavel. O seu motor (Heinkel HeS 3b) foi o primeiro turbojato a propulsionar integralmente o voo de uma aeronave, o Heinkel He 178, em agosto de 1939, enquanto que, o motor de Whittle (Whittle W1) só realizaria um feito idêntico em maio de 1941, ao impulsionar o primeiro voo do protótipo demonstrador de tecnologia Gloster E.28/39.

Alberto Santos Dumont - Pai da aviação



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Passados 85 anos de seu trágico último ato, em 23 de julho de 1932, durante a Revolução Constitucionalista brasileira, Alberto Santos Dumont continua a ser para a maioria dos brasileiros o maior herói científico que o país já teve. Muitos brasileiros conhecem a sua saga, contada e recontada nos livros escolares, mas para o resto do mundo Alberto Santos Dumont é digno de pouco mais do que uma nota de rodapé nos livros de história, com os seus feitos no domínio da conquista do ar ofuscados pelos largamente divulgados feitos dos irmãos Wilbur Wright e Orville Wright, seus contemporâneos. 

O voo de João de Almeida Torto (Viseu, 1540)


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João de Almeida Torto terá sido um português residente em Viseu que em 1540 terá tentado voar com um sistema de asas inventado e fabricado por si mesmo. Conta-se que em 20 de Junho de 1540, João Torto terá subido ao cimo da Sé de Viseu onde havia construído, com a permissão da Igreja, uma rampa de lançamento, para daí se lançar com as asas que inventara. A experiência teve lugar por volta da cinco horas da tarde, perante uma multidão expectante. De acordo com os relatos da época, terá conseguido em parte voar, tendo aterrado em cima do telhado da Capela de São Mateus, mas logo tombando sobre as asas, o que lhe provocou lesões que o conduziram à morte.

Bartolomeu de Gusmão o "Padre Voador"

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Os franceses pretendem ter a glória da descoberta dos aeróstatos, dizendo que é devida aos irmãos Joseph-Michel e Jacques-Étienne Montgolfier, de Annonay, no ano de 1783. Tal que a partir de 13 de Agosto de 1883 solenizaram naquela pequena cidade, o seu centenário, como berço da aerostatação. 
Está porém, bem documentado, que o padre luso-brasileiro Bartolomeu Lourenço de Gusmão, inventara uma "instrumento de andar sobre o ar", três quartos de século antes das experiências dos irmãos Montgolfier, em 1709, e sonhara com um engenho que permitiria ao seu possuidor, dominar o mundo.

Cronologia da aeronáutica e aviação militar em Portugal

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O interesse pela aeronáutica começou muito cedo em Portugal.
Como lenda ou facto histórico, tudo terá começado quando, em 1540, João Almeida Torto se lançou da torre da Sé de Viseu com umas asas rudimentares, por ele próprio construidas, presas ao corpo. Continuou com o pioneiro da aerostatação, o Padre Bartolomeu de Gusmão, e a sua apresentação à corte portuguesa em 1740.
Na primeira metade do Século XX muitos foram os feitos concretizados por aviadores portugueses, onde o mais conhecido é a primeira travessia do Atlântico Sul levada a cabo por Gago Coutinho e Sacadura Cabral. 
Apresento aqui uma pequena cronologia do percurso da aeronáutica e aviação militar em Portugal até aos dias de hoje.

1ª Travessia aérea noturna do Atlântico Sul

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«Não tínhamos atingido a Costa do Brasil, mas tínhamos realizado a mais longa etapa controlável até hoje realizada em hidroavião, percorrendo, de facto 2595 quilómetros desde a Guiné a Fernando de Noronha. Castilho acabava de confirmar ao Mundo, com uma noite inteira de navegação astronómica - feito inédito nos anais da navegação aérea - o valor do sextante que Gago Coutinho inventou»
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Sistemas de RADAR

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O termo RADAR ("Radio Detection And Ranging") tem sido utilizado de forma genérica para classificar os sistemas que operam na faixa de frequência de micro-ondas e foram utilizados inicialmente para fins militares durante a Segunda Guerra Mundial e posteriormente para fins civis a partir da década de 1970. O sistema é capaz de operar independentemente da luz do dia...
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O padre MAG Himalaya e o seu «Pyrheliophero»


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A montagem decorre numa atmosfera de espionagem industrial, a partir de peças mandadas construir em Paris (o padre Himalaya é acompanhado pelo Capitão Bazeries, responsável por questões de segredo militar). Sobre uma plataforma de pedra e areia são assentes carris circulares, sobre os quais deslizava a estrutura de suporte, que podia ser orientada de acordo com a posição solar. A campânula era em forma de calote esférica, com centenas de espelhos, e estava suspensa na estrutura por dois eixos, que permitiam uma orientação vertical ou horizontal, fazendo desse modo incidir o ponto focal na boca do pequeno forno refractário. Esta primeira máquina tem um sucesso relativo atingindo apenas 1100 °C de temperatura.
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1ª Travessia aérea do Atlantico Sul (1922)


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“Volto a debater com o Comandante Gago Coutinho a nossa situação que parece bastante grave. Devemos estar a 650 milhas do Penedo e não temos mais de oito horas e meia de combustível.
Para chegarmos precisaríamos voar a 80 milhas por hora e estamos caminhando a 72 milhas por hora.
O lógico, o prudente, seria voltar para trás, mas a má impressão que se produziria, se assim fizéssemos, seria enorme.
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1ª Viagem aérea Portugal - Macau (1924)

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«A visibilidade piora a cada momento. Procuramos subir, apesar disso, na esperança de uma atmosfera mais fresca... o “Pátria” começa a afundar-se lentamente, a perder altura, não conseguindo sustentar-se na atmosfera rarefeita e ardente... Sofremos horrorosamente. Gouveia desapertado, mal pode respirar. Brito Pais transpira copiosamente, e eu necessito de toda a energia dos meus nervos para continuar lutando... às dez horas e trinta e cinco, estamos a trezentos metros do solo. A descida acelera-se num furacão de areia, em que o “Pátria” se debate lastimosamente...» 
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A viagem do "Dilly" em 1934 (Raid aéreo Lisboa, Timor, Macau, Índia, Lisboa)

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Apanhámos Timor por alturas de Liquiçá e chegamos a Dilly, onde nos esperava, já, numa intensa alegria, muita daquela gente que nós íamos saudar e muitos daqueles indígenas a quem queríamos mostrar um avião de Portugal. O campo, visto do ar, marcado por enorme Cruz de Cristo, tinha um aspecto interessante. Havia uma mancha branca, produzida pelas fardas e fatos dos europeus, e havia também, uma mancha polícroma, originada pelos indígenas de várias tribos que no interior, tinham já chegado, com os seus batuques e grandes bandeiras de Portugal. Sobrevoei, durante algum tempo, a pequena cidade, quase escondida nos Palmares, e dei várias voltas sobre o campo, tentando ver as suas melhores faixas.
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Noções de aerodinâmica e teoria do voo

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A palavra aerodinâmica deriva do grego "aer", ar, e "dynamis", movimento.
Aerodinâmica é como a própria origem da palavra sugere o estudo do movimento de fluidos gasosos, relativo às suas propriedades e características, e às forças que exercem em corpos sólidos neles imersos. Entender a aerodinâmica e as suas leis é por isso vital para a aviação e aeronáutica.
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Quando os Americanos atacaram Macau (1945)



Desde a ocupação de Hong Kong em 8 de Dezembro de 1941, até ao final da Guerra, Macau ficaria totalmente isolado e sujeito a bloqueios marítimo e terrestre. Apesar do isolamento provocado pelo cerco, chegaram à cidade um elevado numero de refugiados que provocaram a quintuplicação da população residente, que quase alcançou os números actuais, porém numa menor extensão territorial, agravando a escassez de alimentos e outros bens, conduzindo ao drástico racionamento de géneros alimentícios entre outras dificuldades.

O total isolamento de Macau neste período, repetidos rumores de que os japoneses teriam decidido entrar pelas Portas do Cerco (fronteira entre o território português de Macau e a China) aumentavam os receios de uma invasão. que ganhavam outra dimensão com a presença de 20 mil soldados nipónicos do outro lado da fronteira e com um “quartel-general” japonês numa casa da Avenida Ouvidor Arriaga.

Porém o receado ataque não viria das forças japonesas!

A conquista do ar

Primeiro voo dos irmãos Wright
Há cem anos, os donos de uma oficina de bicicletas fizeram voar um aparelho a motor. Na planície ventosa de Kitty Hawk, na Carolina do Norte, um voo de 36 metros realizado em 12 segundos, faziam Orville e Wilbur Wright entrar na História.

Voar, ultrapassar os limites terrenos e, alcançando o céu, aproximar-se dos deuses, parece ter sido uma aspiração constante da humanidade, bem documentada em numerosos mitos, dos quais o de Ícaro é o mais conhecido.