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| Embora o engenheiro e piloto britânico Frank Whittle tenha sido o primeiro a registar uma patente e a testar com sucesso um turborreactor, o fisico alemão Hans Von Ohain é considerado o designer do primeiro turbojato operacionalmente viavel. O seu motor (Heinkel HeS 3b) foi o primeiro turbojato a propulsionar integralmente o voo de uma aeronave, o Heinkel He 178, em agosto de 1939, enquanto que, o motor de Whittle (Whittle W1) só realizaria um feito idêntico em maio de 1941, ao impulsionar o primeiro voo do protótipo demonstrador de tecnologia Gloster E.28/39. |
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A história dos primeiros motores a jato
Alberto Santos Dumont - Pai da aviação
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Cronologia da aeronáutica e aviação militar em Portugal
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O interesse pela aeronáutica começou muito cedo em Portugal.
Como lenda ou facto histórico, tudo terá começado quando, em 1540, João Almeida Torto se lançou da torre da Sé de Viseu com umas asas rudimentares, por ele próprio construidas, presas ao corpo. Continuou com o pioneiro da aerostatação, o Padre Bartolomeu de Gusmão, e a sua apresentação à corte portuguesa em 1740.
Na primeira metade do Século XX muitos foram os feitos concretizados por aviadores portugueses, onde o mais conhecido é a primeira travessia do Atlântico Sul levada a cabo por Gago Coutinho e Sacadura Cabral.
Apresento aqui uma pequena cronologia do percurso da aeronáutica e aviação militar em Portugal até aos dias de hoje. |
1ª Travessia aérea noturna do Atlântico Sul
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| (...) «Não tínhamos atingido a Costa do Brasil, mas tínhamos realizado a mais longa etapa controlável até hoje realizada em hidroavião, percorrendo, de facto 2595 quilómetros desde a Guiné a Fernando de Noronha. Castilho acabava de confirmar ao Mundo, com uma noite inteira de navegação astronómica - feito inédito nos anais da navegação aérea - o valor do sextante que Gago Coutinho inventou» (...) |
1ª Travessia aérea do Atlantico Sul (1922)
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“Volto a debater com o Comandante Gago Coutinho a nossa situação que parece bastante grave. Devemos estar a 650 milhas do Penedo e não temos mais de oito horas e meia de combustível.
Para chegarmos precisaríamos voar a 80 milhas por hora e estamos caminhando a 72 milhas por hora.
O lógico, o prudente, seria voltar para trás, mas a má impressão que se produziria, se assim fizéssemos, seria enorme.
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1ª Viagem aérea Portugal - Macau (1924)
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«A visibilidade piora a cada momento. Procuramos subir, apesar disso, na esperança de uma atmosfera mais fresca... o “Pátria” começa a afundar-se lentamente, a perder altura, não conseguindo sustentar-se na atmosfera rarefeita e ardente... Sofremos horrorosamente. Gouveia desapertado, mal pode respirar. Brito Pais transpira copiosamente, e eu necessito de toda a energia dos meus nervos para continuar lutando... às dez horas e trinta e cinco, estamos a trezentos metros do solo. A descida acelera-se num furacão de areia, em que o “Pátria” se debate lastimosamente...»
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A viagem do "Dilly" em 1934 (Raid aéreo Lisboa, Timor, Macau, Índia, Lisboa)
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Apanhámos Timor por alturas de Liquiçá e chegamos a Dilly, onde nos esperava, já, numa intensa alegria, muita daquela gente que nós íamos saudar e muitos daqueles indígenas a quem queríamos mostrar um avião de Portugal. O campo, visto do ar, marcado por enorme Cruz de Cristo, tinha um aspecto interessante. Havia uma mancha branca, produzida pelas fardas e fatos dos europeus, e havia também, uma mancha polícroma, originada pelos indígenas de várias tribos que no interior, tinham já chegado, com os seus batuques e grandes bandeiras de Portugal. Sobrevoei, durante algum tempo, a pequena cidade, quase escondida nos Palmares, e dei várias voltas sobre o campo, tentando ver as suas melhores faixas.
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